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25/04/2009 | 17:43
Alas da Finnar homenageiam a brasileiros que fizeram história
por Gabriel Alves/ ASCOM cHAPH

As ruas da feira levam o nome de artistas que fizeram e ainda encatam com as obras feitas pelas suas mãos...
Que tal andar pela rua Waldira Rodrigues? Ou então passar pela Mestre Zezito e cruzar pela Dona Isabel? Se perder nos artesanatos da rua J. Borges? Caminhar distraído pela Seu Quinca? Gostaria? Quer? Não perca essa chance. Esse ano a FINNAR vem com a novidade de homenagear artistas brasileiros, dando nomes as rua de cruzam a feira. Pois então, sabe quem é Waldira Rodrigues? Não? Nascida em Minas Gerais, há mais de 30 anos vive do artesanato. Além das árvores que colore o cerrado trouxe bichos e frutas do mesmo bioma. A artesã descobriu o artesanato ainda criança quando morava em Goiás na zona rural de Santa Fé. “Lá comecei a fazer meus brinquedos com pedaços de troncos”, diz. Em Pirinopolis ela é uma das artistas que fazem parte do museu “Toca do Tatu”, onde expõe tudo do cerrado. Além de todos os ipês que decoram e dão vida as ruas da feira. Se alguma coisa acontecer no seu coração quando passar pela rua do Mestre Zezito não assuste, realmente ele é muito especial. O mestre chegou em Brasília em 1991 e deu oportunidade de crianças carentes das ruas de Águas Lindas - GO, de vivenciar a arte circense. Preocupado com a criminalidade infantil ensinou a centenas delas os encantamentos da perna-de-pau, malabarismo, monociclo, acrobacias e outras artes do circo. Outra figura merecidamente homenageada é J. Borges. Começou a trabalhar em feiras aos dez anos de idade vendendo a colher de pau que fabricava. Hoje é um grande xilogravurista, com sua arte apresenta o cotidiano pobre, o cangaço, os folguetos e as culturas populares de seu estado. Uma das mais importantes artesãs do Vale do Jequitinhonha criou imagens lindas, que representação o cotidiano da mulher. Descoberta aos 44 anos, Dona Isabel, fez bonecos e criou imagens que representam bem a região. Seu Quinca, sabe como ninguém extrair do buriti qualquer figura que pode ser entalhada na madeira. Há anos vem esculpido totens, entre outras figuras que representam proteção para os índios. Além de bonecos, colher-de-pau, pilões e pássaros. Foi lavrador em Minas Gerais e pioneiro em Brasília. Nascido na roça, Laurentino Rosa, começou a trabalhar com madeira aos oito anos. Tradicional no estado do Paraná, gosta de esculpir figuras humanas em cata-ventos, fazer cangaceiros, jogadores de futebol e índios do futuro. Dê uma paradinha na rua dele e veja. |
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